Nas agruras abruptas do âmago
Amargo doces palavras ditas em vão
Promessas simbólicas nunca cumpridas
Cicatrizes no palido coração
Na ampulheta corre a areia
Voluptuosamente, sangue em minhas mãos
Cada grão, um sofrimento
Lamento dual(istico) do mundo são
Ora corre areia, ora sangue
Pobre alma, estive no mangue
Descobrindo no lamaçal
Outros lados que a vida esconde
"Nunca pobre é o coração
Que na luz das agruras incontidas
Proporciona todas as lidas
Que burilam o rico, o mendigo ou seu irmão"
domingo, 30 de dezembro de 2007
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