Chi vuole tacere l´anima
Che piange nella presenza
Poverà "ninna" carina, a farmi ricordare
Il dolce sapore del nostro passato
La voce amorevole e sincera
L´amore che abbraciato sentiva
L´ora che mai passava
Senza la tua faccia
Chi vuole soffrire così
Ricordare gli sbagli accaduti
Non sono oltremodo felice
Per la vita che ha diventato
Oggi sono maggiorenne
E sei nella mia memoria
Penna che le cose non sono
Più le stesse
segunda-feira, 31 de março de 2008
domingo, 30 de março de 2008
Raças
Garotas lindas
No Brasil existem mil
E dentre mil és gloriosa
Sedutora e maldosa
Castigando-me a toda hora
No desejo, forte e viril
E não choras na multidão
Sendo loira, morena ou mulata
Que meus olhos sempre maltrata
E na junção inesperada
Alimentada pelo seu jeito infantil
E malícia que só existe no Brasil
Obrigado, nação
Para onde vieram italianas, japonesas
Tantas raças e tantas belezas
De culturas sem mazelas,
Mistura de almas gêmeas
Na liberdade de ser igual
Garota linda
Procuro suas mãos, nas dunas nordestinas
Seus olhos na Lagoa Azul
Seu corpo na Foz do Iguaçu, sinuosa
E alma verdadeira de mulher brasileira
Perto do babaçu, cultura índia
"Sincretismo que te criou"
No Brasil existem mil
E dentre mil és gloriosa
Sedutora e maldosa
Castigando-me a toda hora
No desejo, forte e viril
E não choras na multidão
Sendo loira, morena ou mulata
Que meus olhos sempre maltrata
E na junção inesperada
Alimentada pelo seu jeito infantil
E malícia que só existe no Brasil
Obrigado, nação
Para onde vieram italianas, japonesas
Tantas raças e tantas belezas
De culturas sem mazelas,
Mistura de almas gêmeas
Na liberdade de ser igual
Garota linda
Procuro suas mãos, nas dunas nordestinas
Seus olhos na Lagoa Azul
Seu corpo na Foz do Iguaçu, sinuosa
E alma verdadeira de mulher brasileira
Perto do babaçu, cultura índia
"Sincretismo que te criou"
Força
Se cada pequeno provérbio
Carrega pensamentos de vida
Se cada pequeno mistério
Oculta e transforma o dia
Se cada toque sincero
Acaricia os fracos e queridos
Sábios e humildes
Encontraremos na realidade,
e na porta dos místicos - mais que palavras
A construção de elementos
Na força construtiva de nos fazer melhor
Deixando nos livres de nossas ambições
Carrega pensamentos de vida
Se cada pequeno mistério
Oculta e transforma o dia
Se cada toque sincero
Acaricia os fracos e queridos
Sábios e humildes
Encontraremos na realidade,
e na porta dos místicos - mais que palavras
A construção de elementos
Na força construtiva de nos fazer melhor
Deixando nos livres de nossas ambições
sábado, 29 de março de 2008
Caramujo
Bocejo
Sem olhos para o mundo
E sigo minha parte
Conferida num passado
De sorriso propagado
Vento, sangue
Triste
Imanente
Que sente a falta
Da propagada alegria
Apagada dos dias
Caminho de solidão
Feliz
Olho o vento, as palavras
Novas perspectivas virão
Confiar, aguardar
O luar não tarda a chegar
Sem olhos para o mundo
E sigo minha parte
Conferida num passado
De sorriso propagado
Vento, sangue
Triste
Imanente
Que sente a falta
Da propagada alegria
Apagada dos dias
Caminho de solidão
Feliz
Olho o vento, as palavras
Novas perspectivas virão
Confiar, aguardar
O luar não tarda a chegar
quinta-feira, 27 de março de 2008
Agradecimento
Sabe aqueles dias em que apenas
queremos agradecer
A luz que nos bate suavemente a face
o brilho que conosco nasce
e nos faz viver
Aqueles dias mais azuis
em céus e terras, glórias e feras
domadas horas nos fazem donos
do destino perdido, comedido
das boas novas, enternecer
Todos os instantes mágicos
a lágrimas na face, a gota de chuva
o rio corrente - ribeirão livre
o pólen sútil que navega o ar
e o sabor do beijo que nos faz amar
É nessas horas que me vejo vivo
mais vivo
e ainda arranjo tempo para as palavras
eterna prece em pensamentos,
que nesses momentos... me faz renascer.
queremos agradecer
A luz que nos bate suavemente a face
o brilho que conosco nasce
e nos faz viver
Aqueles dias mais azuis
em céus e terras, glórias e feras
domadas horas nos fazem donos
do destino perdido, comedido
das boas novas, enternecer
Todos os instantes mágicos
a lágrimas na face, a gota de chuva
o rio corrente - ribeirão livre
o pólen sútil que navega o ar
e o sabor do beijo que nos faz amar
É nessas horas que me vejo vivo
mais vivo
e ainda arranjo tempo para as palavras
eterna prece em pensamentos,
que nesses momentos... me faz renascer.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Jesus crucificado
Esperança
Nos olhos, nas favelas
Sobem o morro carioca
Desembocam lixos em mazelas
O destino em uma "oca"
Nas janelas das favelas
Cariocas, com certeza
Existem muita gente boa
Mas também, muita tristeza
Sobem homens e mulheres
Crianças tentam jogar bola
Mas a morte assola, todo dia,
Na favela carioca
Crianças viram aviões
Metamorfose da necessidade
Trabalhador desempregado, em ladrão
Essa é a nossa realidade
Onde se mostra o belo
E vejo a face de Deus
Num triste retrato
De Jesus crucificado
Para modificar o mundo
E agora, quem irá nos salvar!?!
Nos olhos, nas favelas
Sobem o morro carioca
Desembocam lixos em mazelas
O destino em uma "oca"
Nas janelas das favelas
Cariocas, com certeza
Existem muita gente boa
Mas também, muita tristeza
Sobem homens e mulheres
Crianças tentam jogar bola
Mas a morte assola, todo dia,
Na favela carioca
Crianças viram aviões
Metamorfose da necessidade
Trabalhador desempregado, em ladrão
Essa é a nossa realidade
Onde se mostra o belo
E vejo a face de Deus
Num triste retrato
De Jesus crucificado
Para modificar o mundo
E agora, quem irá nos salvar!?!
Cabral e suas naus
No olhar,
Deuses do Mar
Cabral e suas naus
Em Santa Cruz
Aportar
De ilha à terra
De terra à Brasil
Na rota da descoberta
Índios e florestas
Em novo mundo, encontrar
Da popa, esperanças
E a vista de Portugal
D. Manoel, o venturoso
Em sonhos de Isabel de Castela
Conseguiu nobres ares, desvendar
Muitas lutas e adversidades
Com persistência e coragem
Deixaram corpos enterrados em mares
Sem contemplar o desejo
De ver a amizade, aflorar
A história caminhou
Houveram brigas e afagos
Como a mãe que repreende
Para ver o filho crescer
O Brasil pode viver e, amar
Hoje, honramos a memória
No sangue de cada brasileiro
Descendentes de Cabral
E da amada Portugal
Que aqui encontraram o seu lar
500 anos se passaram
O que fora mãe, irmã é de fato
Na cultura, língua e vida,
Tudo o que Camões representa na Ilíada
Que veio nos colonizar
O tempo é imortal
O "uno" hoje é patria
Distantes pelo oceano
Perto pelo sentimento
Na amizade eterna, continuar.
"Que assim seja"
Deuses do Mar
Cabral e suas naus
Em Santa Cruz
Aportar
De ilha à terra
De terra à Brasil
Na rota da descoberta
Índios e florestas
Em novo mundo, encontrar
Da popa, esperanças
E a vista de Portugal
D. Manoel, o venturoso
Em sonhos de Isabel de Castela
Conseguiu nobres ares, desvendar
Muitas lutas e adversidades
Com persistência e coragem
Deixaram corpos enterrados em mares
Sem contemplar o desejo
De ver a amizade, aflorar
A história caminhou
Houveram brigas e afagos
Como a mãe que repreende
Para ver o filho crescer
O Brasil pode viver e, amar
Hoje, honramos a memória
No sangue de cada brasileiro
Descendentes de Cabral
E da amada Portugal
Que aqui encontraram o seu lar
500 anos se passaram
O que fora mãe, irmã é de fato
Na cultura, língua e vida,
Tudo o que Camões representa na Ilíada
Que veio nos colonizar
O tempo é imortal
O "uno" hoje é patria
Distantes pelo oceano
Perto pelo sentimento
Na amizade eterna, continuar.
"Que assim seja"
domingo, 23 de março de 2008
Nos porões do baú memória
O quarto proibido. Após a morte da minha esposa - 60 anos de casamento - uma mescla de tristeza e de ausência me dominou. Vivíamos na cumplicidade e na "amizade" que somente o convívio pôde nos proporcionar, e a paciência, é óbvio. Logo após a sua morte, procurava-a em todos lugares, em cada imagem... e podia vê-la, sorrindo para mim. Costumávamos acordar cedo, ler o jornal e assistir a TV. Depois do almoço sempre jogávamos carta. Era o nosso habito, o nosso vício.... passatempo.... e senti a ida dela sem ao menos uma despedida. Sem....
Preocupados por não ser mais jovem - 82 anos bem vividos - os meus filhos e netos resolveram retirar todos os objetos que pudessem me trazer a sua imagem, e não precipitar uma possível esclerose que acreditavam estar me dominando: "Esclerose, eu.... "maledetti"". Não os poupava das injustiças que estavam me fazendo, falavam para mim: "Tá certo... o senhor está certo". Mas não me davam razão e, por vezes, me chamavam de velho ranzinza. Não adiantava tentar.
Uma vez tentei arrombar a porta do quarto, e descobri que não tinha o mesmo vigor da juventude. Antigamente pulava muros, roubava mangas e fugia dos tiros de espingarda de sal do Seu Saul... velho muquirana. Era divertido. Muitas dessas e outras lembranças estavam presas naquele quarto. As fotos que tirava com os meus amigos... numa São Paulo que não era só concreto, e num rio Tietê que não era apenas poluição... nadávamos, pulávamos dos trampolins que existiam nas margens, e a farra ficava grafada nessas estimadas fotografias. Devia fazer uns 40 anos que não as via... ou mais. Esta frase me denuncia.
Aproveitando que a minha filha mais velha estava dormindo - foi para cama mais cedo por estar gripada - e o meu neto foi viajar com os amigos, resolvi fazer uma última tentativa. Passaram 5 meses me impedindo de entrar lá. Invadi o quarto da Nanda e peguei a chave que estava junto ao molho dela, na cabeceira. Ela se mexeu, virou de lado e continuou a dormir profundamente. Que susto!!!. Saí do quarto tentando fazer o mínimo de barulho possível, mas as juntas rangiam mais do que a velha porta.
Consegui!!!. Enfim entre nós, somente chaves e a porta, que foi facilmente suplantada. Logo estava aos pés do velho baú - quantas vezes coloquei as coisas lá e as esqueci. A lembrança dos meus antigos amigos, estejam onde estiverem, me reavivou a vontade de rever as memórias perdidas. Abri o baú, pronto para me encontrar com o meu passado, e qual não foi a minha surpresa.
As traças e o tempo, sem a devida limpeza, estragaram a maioria das fotos... pouco se podia reconhecer, e se aproveitar. A tristeza foi completa. Consegui ver os meus amigos... quase sumindo... sumindo... em outras fotos, os meus filhos praticamente amputados para o almoço das laboriosas traças.
O pouco das memórias que ainda existem vão morrer comigo, em mim. Só sobrou uma única foto, inteira e sem nenhum arranhão, a da falecida, e estava sorrindo. Parecia provocação. Uma súbita RAIVA me atingiu e comecei a gritar: "Maledetta, MALLLLEEEEDETTTA".
Minha filha acordou e veio ver o que estava acontecendo. E disse exatamente assim: "Pai, eu sei como devem existir memórias dolorosas, a saudade, o fato dela ter te abandonado para ir para a outra vida". Interrompi abruptamente a frase, e olhei bem para ela mostrando a foto. E expliquei que não se tratava de saudades ou esclerose.
Olhava foto... o rosto dela, o sorriso irônico da velha... que foi embora sem uma despedida, um aviso... e principalmente, sem pagar o dinheiro que me devia dos mais de 2.000 jogos perdidos ou 40 anos de biribá que jogamos. Cujo último desejo foi "doar" - vocês leram exatamente isso - doar esse "meu" dinheiro, ganho honestamente, a sua poupança para o vagabundo do sobrinho dela dar um jeito na vida. Não preciso nem dizer, parece mesquinho, mas era o meu dinheiro. E bem que a velha dizia que uma dia iria virar o jogo. "Vecchia Maledetta!!!"
Preocupados por não ser mais jovem - 82 anos bem vividos - os meus filhos e netos resolveram retirar todos os objetos que pudessem me trazer a sua imagem, e não precipitar uma possível esclerose que acreditavam estar me dominando: "Esclerose, eu.... "maledetti"". Não os poupava das injustiças que estavam me fazendo, falavam para mim: "Tá certo... o senhor está certo". Mas não me davam razão e, por vezes, me chamavam de velho ranzinza. Não adiantava tentar.
Uma vez tentei arrombar a porta do quarto, e descobri que não tinha o mesmo vigor da juventude. Antigamente pulava muros, roubava mangas e fugia dos tiros de espingarda de sal do Seu Saul... velho muquirana. Era divertido. Muitas dessas e outras lembranças estavam presas naquele quarto. As fotos que tirava com os meus amigos... numa São Paulo que não era só concreto, e num rio Tietê que não era apenas poluição... nadávamos, pulávamos dos trampolins que existiam nas margens, e a farra ficava grafada nessas estimadas fotografias. Devia fazer uns 40 anos que não as via... ou mais. Esta frase me denuncia.
Aproveitando que a minha filha mais velha estava dormindo - foi para cama mais cedo por estar gripada - e o meu neto foi viajar com os amigos, resolvi fazer uma última tentativa. Passaram 5 meses me impedindo de entrar lá. Invadi o quarto da Nanda e peguei a chave que estava junto ao molho dela, na cabeceira. Ela se mexeu, virou de lado e continuou a dormir profundamente. Que susto!!!. Saí do quarto tentando fazer o mínimo de barulho possível, mas as juntas rangiam mais do que a velha porta.
Consegui!!!. Enfim entre nós, somente chaves e a porta, que foi facilmente suplantada. Logo estava aos pés do velho baú - quantas vezes coloquei as coisas lá e as esqueci. A lembrança dos meus antigos amigos, estejam onde estiverem, me reavivou a vontade de rever as memórias perdidas. Abri o baú, pronto para me encontrar com o meu passado, e qual não foi a minha surpresa.
As traças e o tempo, sem a devida limpeza, estragaram a maioria das fotos... pouco se podia reconhecer, e se aproveitar. A tristeza foi completa. Consegui ver os meus amigos... quase sumindo... sumindo... em outras fotos, os meus filhos praticamente amputados para o almoço das laboriosas traças.
O pouco das memórias que ainda existem vão morrer comigo, em mim. Só sobrou uma única foto, inteira e sem nenhum arranhão, a da falecida, e estava sorrindo. Parecia provocação. Uma súbita RAIVA me atingiu e comecei a gritar: "Maledetta, MALLLLEEEEDETTTA".
Minha filha acordou e veio ver o que estava acontecendo. E disse exatamente assim: "Pai, eu sei como devem existir memórias dolorosas, a saudade, o fato dela ter te abandonado para ir para a outra vida". Interrompi abruptamente a frase, e olhei bem para ela mostrando a foto. E expliquei que não se tratava de saudades ou esclerose.
Olhava foto... o rosto dela, o sorriso irônico da velha... que foi embora sem uma despedida, um aviso... e principalmente, sem pagar o dinheiro que me devia dos mais de 2.000 jogos perdidos ou 40 anos de biribá que jogamos. Cujo último desejo foi "doar" - vocês leram exatamente isso - doar esse "meu" dinheiro, ganho honestamente, a sua poupança para o vagabundo do sobrinho dela dar um jeito na vida. Não preciso nem dizer, parece mesquinho, mas era o meu dinheiro. E bem que a velha dizia que uma dia iria virar o jogo. "Vecchia Maledetta!!!"
sábado, 22 de março de 2008
Tique
Tique-Taque
No ponteiro difuso, me sinto
Muito confuso, não minto
E o relógio me chama as horas
Tique
Desastres, mortes e agora
Me sinto mais confuso
Taque
Nos preciosos minutos me perco
Nos infinitos segundos te acho
Sempre presente no retrato
Da memória
No ponteiro difuso, me sinto
Muito confuso, não minto
E o relógio me chama as horas
Tique
Desastres, mortes e agora
Me sinto mais confuso
Taque
Nos preciosos minutos me perco
Nos infinitos segundos te acho
Sempre presente no retrato
Da memória
Canzone al passato
Lasciami qui solo
Ed avrà voluto vivere
Un attimo, un attimo
Che solo te... può darmi
Una presenza cattiva
Un fiore amaro
Un ricordo legato
Dei tempi veri con te
Ancora mi sembra un sogno
Che ho vissuto svegliato
E quel che fu diventato
Non sono, non sono.... più io
Perchè aveva coraggio
Perchè aveva un´amore
Perchè vedeva legame
Ed oggi non vivo in te
C´è un altro in tuoi pensieri
Una vita che adesso non ho
E le lacrime che se ne vanno
Rappresentano un addio!!!
FL - 06/09/99
Ed avrà voluto vivere
Un attimo, un attimo
Che solo te... può darmi
Una presenza cattiva
Un fiore amaro
Un ricordo legato
Dei tempi veri con te
Ancora mi sembra un sogno
Che ho vissuto svegliato
E quel che fu diventato
Non sono, non sono.... più io
Perchè aveva coraggio
Perchè aveva un´amore
Perchè vedeva legame
Ed oggi non vivo in te
C´è un altro in tuoi pensieri
Una vita che adesso non ho
E le lacrime che se ne vanno
Rappresentano un addio!!!
FL - 06/09/99
sexta-feira, 21 de março de 2008
Desejo
Se eu
Pudesse fazer tudo
Para conseguir o mundo
Através do seu olhar
Rastejaria na lama
Andaria sobre o fogo
Agiria como um louco
Para tudo conquistar
Teus olhos, teus tormentos
O tudo e aos poucos
Em ti, naufragar
Derramar meu suor
Entregar minhas lágrimas
Seria mais do que amada
Exultaria no êxtase
Jogaria de corpo e alma
O que tenho a você
"Como o louco mais insano
Sofreria com a benção do martírio
Entregaria a minha vida, por você"
Pudesse fazer tudo
Para conseguir o mundo
Através do seu olhar
Rastejaria na lama
Andaria sobre o fogo
Agiria como um louco
Para tudo conquistar
Teus olhos, teus tormentos
O tudo e aos poucos
Em ti, naufragar
Derramar meu suor
Entregar minhas lágrimas
Seria mais do que amada
Exultaria no êxtase
Jogaria de corpo e alma
O que tenho a você
"Como o louco mais insano
Sofreria com a benção do martírio
Entregaria a minha vida, por você"
Poveri
Povera vita
Nata dentro le stesse cose
Senza cibi e speranza
Senza fragole in abbastanza
Senza possibilità del bel piacere
L´acqua nuova, terra vecchia
Le ciliege non rifioriranno
E così, siamo le stesse
Persone.... poveri.... poveri
Nella difficoltà raccolta
D`altra alba, altro posto
D´un altro dimenticato
Italia carina
Dove sarà quella vita!!
Dove è il mio amore!!
Che non trovo più
Dentro me
Nata dentro le stesse cose
Senza cibi e speranza
Senza fragole in abbastanza
Senza possibilità del bel piacere
L´acqua nuova, terra vecchia
Le ciliege non rifioriranno
E così, siamo le stesse
Persone.... poveri.... poveri
Nella difficoltà raccolta
D`altra alba, altro posto
D´un altro dimenticato
Italia carina
Dove sarà quella vita!!
Dove è il mio amore!!
Che non trovo più
Dentro me
Sonhos ocultos
Nas asas da melancolia
Desagrados em vivas memórias
Não fizera da vida, história
Retrocedendo aos sonhos ocultos
E perturbado, não voa
É levado
Pelo tempo corrente que grifa
Muitas e muitas horas
Da mais ardente agonia
A tristeza e o remorso
Se encontram e complementam
Enquanto não se livrar do segundo
Cometerá os mesmos erros
"Deprimido e recorrente serão
Sonhos terríveis ocultos
Verdadeiros no pesadelo da vida"
Desagrados em vivas memórias
Não fizera da vida, história
Retrocedendo aos sonhos ocultos
E perturbado, não voa
É levado
Pelo tempo corrente que grifa
Muitas e muitas horas
Da mais ardente agonia
A tristeza e o remorso
Se encontram e complementam
Enquanto não se livrar do segundo
Cometerá os mesmos erros
"Deprimido e recorrente serão
Sonhos terríveis ocultos
Verdadeiros no pesadelo da vida"
quarta-feira, 19 de março de 2008
Fazer a América (Dolce sogno)
Noite estrelada
E no vento ecoava a canção
“América, América, América...”
Deixava sozinha a Itália; sonhando
E buscava trabalho às mãos.
Oh.... Velha Bota
O que fizeste com os seus filhos!!!
Que hoje partem com fome
E somente carregam a coragem
De nova paragem encontrar.
Do vapor, via a terra distante
Adeus Gênova, adeus Itália
Deixei as lágrimas em suas águas
E o desconhecido, breve medo
Tomava na mente o lugar.
O vapor parte, e meus pensamentos ficam
Família e pátria amada
Das glórias das lutas de Petrarca
Ao inferno que Dante veio mostrar
Tudo isto pude presenciar.
E o trabalho, que não era pleno
E as barrigas, vázias
Esperanças despedaçadas
Fartura em mente, em fértil semente
Depositar.
Assim cada um encarava
Sonhava com o novo destino
Fortuna tão almejada
De terras outrora perdidas
Na América renascia.
Itália
Sua imagem permanece
Além-mar, eterna recordação
De onde não mais pousariam os sonos
Para acordar em nova nação.
Enfrentamos a morte, a peste
Uns encontraram a riqueza perdida
Outros pereceram dementes e incrédulos
Esse é o custo do desafio
Quando a vida resolvemos arriscar.
Minhas mãos, muito semearam
Também trabalhei nas Indústrias Matarazzo
Encontrei o lodo, o barro
Suplantei grandes adversidades
E venci na grande cidade.
Encontrei nesta América um novo lar
E aqui tive meus filhos, netos
Orgulhoso do passado
Agradeço o futuro presenteadoE a coragem da minha saudosa Itália.... deixar.
E no vento ecoava a canção
“América, América, América...”
Deixava sozinha a Itália; sonhando
E buscava trabalho às mãos.
Oh.... Velha Bota
O que fizeste com os seus filhos!!!
Que hoje partem com fome
E somente carregam a coragem
De nova paragem encontrar.
Do vapor, via a terra distante
Adeus Gênova, adeus Itália
Deixei as lágrimas em suas águas
E o desconhecido, breve medo
Tomava na mente o lugar.
O vapor parte, e meus pensamentos ficam
Família e pátria amada
Das glórias das lutas de Petrarca
Ao inferno que Dante veio mostrar
Tudo isto pude presenciar.
E o trabalho, que não era pleno
E as barrigas, vázias
Esperanças despedaçadas
Fartura em mente, em fértil semente
Depositar.
Assim cada um encarava
Sonhava com o novo destino
Fortuna tão almejada
De terras outrora perdidas
Na América renascia.
Itália
Sua imagem permanece
Além-mar, eterna recordação
De onde não mais pousariam os sonos
Para acordar em nova nação.
Enfrentamos a morte, a peste
Uns encontraram a riqueza perdida
Outros pereceram dementes e incrédulos
Esse é o custo do desafio
Quando a vida resolvemos arriscar.
Minhas mãos, muito semearam
Também trabalhei nas Indústrias Matarazzo
Encontrei o lodo, o barro
Suplantei grandes adversidades
E venci na grande cidade.
Encontrei nesta América um novo lar
E aqui tive meus filhos, netos
Orgulhoso do passado
Agradeço o futuro presenteadoE a coragem da minha saudosa Itália.... deixar.
terça-feira, 18 de março de 2008
Duas pedras
Duas pedras, suas faces
Ora o anjo que encanta
Ora o demônio que tenta
Em forma de escultura bruta
Ou lapidada, na mão lenta
E se mantêm distante
Fria e inalcançavel
Ou aquece o sentimento
Com o sorriso imortalizado
Nascendo em si novos laços
Mas são só pedras
Tens o coração petrificado
Nada é bastante forte, poderoso
Para trazer a vida, ser alienado
Insensível aos nossos encantos
a nossa vida, que foi bela
e está partida
como efeito na pedra
fria
Ora o anjo que encanta
Ora o demônio que tenta
Em forma de escultura bruta
Ou lapidada, na mão lenta
E se mantêm distante
Fria e inalcançavel
Ou aquece o sentimento
Com o sorriso imortalizado
Nascendo em si novos laços
Mas são só pedras
Tens o coração petrificado
Nada é bastante forte, poderoso
Para trazer a vida, ser alienado
Insensível aos nossos encantos
a nossa vida, que foi bela
e está partida
como efeito na pedra
fria
Profundo
Gota d´água
do marasmo
Correntes na ilíada compartida
Desilução de amadas, mães e filhas
Dos homens em alto mar
Terra pequena
Ambições desmedidas
Um passo
Dois passos
Maiores que a terra
Funda, profunda nação
Cheira amonia e derivados
Chora glórias e conquistas
Guarda corpos e memórias
E vê, o concreto
E tem, o cimento
Retrata o universo
É tudo, é água
E destes retornaremos
Momentos
do marasmo
Correntes na ilíada compartida
Desilução de amadas, mães e filhas
Dos homens em alto mar
Terra pequena
Ambições desmedidas
Um passo
Dois passos
Maiores que a terra
Funda, profunda nação
Cheira amonia e derivados
Chora glórias e conquistas
Guarda corpos e memórias
E vê, o concreto
E tem, o cimento
Retrata o universo
É tudo, é água
E destes retornaremos
Momentos
Adeus
Uns exaltam São Paulo
Eu, a desprezo
Cidade ingrata, maltrata os filhos
Aceita estranhos, engana destinos
E o esperançoso nordestino
Já houve época: nem paz tem os filhos da terra
Desemprego, violência
Matam e rebaixam
Os que já não tem estima
Os que desejavam mais da vida
Apenas, viver
beijos, Adeus
São Paulo
Eu, a desprezo
Cidade ingrata, maltrata os filhos
Aceita estranhos, engana destinos
E o esperançoso nordestino
Já houve época: nem paz tem os filhos da terra
Desemprego, violência
Matam e rebaixam
Os que já não tem estima
Os que desejavam mais da vida
Apenas, viver
beijos, Adeus
São Paulo
segunda-feira, 17 de março de 2008
Luz e sombra
Nas fúrias em forma de fogo
Afogado pelos ventos, castigado
Incontive-me dos ódios gerados
No passar dos anos e retratos
Foste bela e agora queima
Na labareda eterna do passado
Destruiu todos os sonhos, reinados
Na desilução de tê-la ao lado
O rico ouro não tem mais valor
Preciosas pedras se transformam em lágrimas
Foi a amada e abandonou
A plenitude que a vida presenteou
Trocou o inferno pelo inferno
Não se defendeu das torturas mais íntimas
Esqueceu que ainda havia vida
Buscando o reino das cinzas
Nobre, rei, excelentíssimo
De que valem as palavras e as pompas
Viver sobre todas as honras
Sem a sua luz, sem a sua sombra
Afogado pelos ventos, castigado
Incontive-me dos ódios gerados
No passar dos anos e retratos
Foste bela e agora queima
Na labareda eterna do passado
Destruiu todos os sonhos, reinados
Na desilução de tê-la ao lado
O rico ouro não tem mais valor
Preciosas pedras se transformam em lágrimas
Foi a amada e abandonou
A plenitude que a vida presenteou
Trocou o inferno pelo inferno
Não se defendeu das torturas mais íntimas
Esqueceu que ainda havia vida
Buscando o reino das cinzas
Nobre, rei, excelentíssimo
De que valem as palavras e as pompas
Viver sobre todas as honras
Sem a sua luz, sem a sua sombra
Será?
Será que penso logo existo?
Muitas vezes existimos sem pensar
Parede, pedra, teto inerte
Onde meu olhar se perde
Põem em terra meu lugar
Se penso logo existo
Como existo sem pensar?
Muitas vezes existimos sem pensar
Parede, pedra, teto inerte
Onde meu olhar se perde
Põem em terra meu lugar
Se penso logo existo
Como existo sem pensar?
Outro lado
No choro que liberta
Caudaloso rio transformei
Pequenas lágrimas, grande magia
Sincretismo, poesia
Eternidade que sempre almejei
Leve, dentre nuvens
Novos mundos conheci
Sorrindo em um mísero segundo
Tive Deus ao lado, e tudo vi
Difíceis jornadas enfrentei
Dores, tristezas encontrei
Enquanto matéria, tive outra vida
E senti cada lança que me fora destinado
E hoje, deste lado
Chagas, cicatrizes, machucados
São marcas, lições de aprendizados
Do que passei e venci
Feliz vejo o passado, agradeço o suportado
Pois tenho-no agora ao meu lado
Caudaloso rio transformei
Pequenas lágrimas, grande magia
Sincretismo, poesia
Eternidade que sempre almejei
Leve, dentre nuvens
Novos mundos conheci
Sorrindo em um mísero segundo
Tive Deus ao lado, e tudo vi
Difíceis jornadas enfrentei
Dores, tristezas encontrei
Enquanto matéria, tive outra vida
E senti cada lança que me fora destinado
E hoje, deste lado
Chagas, cicatrizes, machucados
São marcas, lições de aprendizados
Do que passei e venci
Feliz vejo o passado, agradeço o suportado
Pois tenho-no agora ao meu lado
domingo, 16 de março de 2008
Oitavo pecado
Falsas tu
Que como Brutus renegaste um coração
Solvendo dentre límpidos líquidos
Aos sujos fluidos que alcançarem-lhe as mãos
Dementes palavras direcionadas
Figuras que se vão
Tórrido romance, vida, brilho
Em segundos, nada de são
Loucuras na verdade, com intensidade
Vividas no passado
Eu, o renegado, perdido ao laço
Mar de marasmo ao seu lado
Fora deusa em Olimpus
Conquistaste o mundo sorrindo
E tolo fui na ingenuidade que
Pudesse, ao menos, ter sua amizade
Que como Brutus renegaste um coração
Solvendo dentre límpidos líquidos
Aos sujos fluidos que alcançarem-lhe as mãos
Dementes palavras direcionadas
Figuras que se vão
Tórrido romance, vida, brilho
Em segundos, nada de são
Loucuras na verdade, com intensidade
Vividas no passado
Eu, o renegado, perdido ao laço
Mar de marasmo ao seu lado
Fora deusa em Olimpus
Conquistaste o mundo sorrindo
E tolo fui na ingenuidade que
Pudesse, ao menos, ter sua amizade
Fogo dos deuses
Diga-me que não é o fim dos tempos
E porque estou aqui neste momento
A ver "evolução", morte e desgraças
Assolando todas as irmãs raças
Fogo aos céus, queda na morte de crianças
Vêem os pássaros metálicos dizimando esperanças
Do domínio das forças do mundo
Ao homem inescrupuloso, ser imundo
Subjugara Deus a outra esfera
Denegriu sua imagem tenra e bela
Bestializado na fome insaciável das feras
Amarga, discípulos mesquinhos, sóis de novas eras
Inoculado no mundo peçonhento
Transforma-se em lágrima em pleno tormento
Rescindindo as nobres virtudes do são
Volta os olhos distantes a tentação
De quem, um dia humildade sinônimo
Da viva morte em vida
Dormindo nas luzes mais claras
Despindo-se dos trajes mais lindos
Consagrando, vira sorrindo,
O fim de novos dias
E porque estou aqui neste momento
A ver "evolução", morte e desgraças
Assolando todas as irmãs raças
Fogo aos céus, queda na morte de crianças
Vêem os pássaros metálicos dizimando esperanças
Do domínio das forças do mundo
Ao homem inescrupuloso, ser imundo
Subjugara Deus a outra esfera
Denegriu sua imagem tenra e bela
Bestializado na fome insaciável das feras
Amarga, discípulos mesquinhos, sóis de novas eras
Inoculado no mundo peçonhento
Transforma-se em lágrima em pleno tormento
Rescindindo as nobres virtudes do são
Volta os olhos distantes a tentação
De quem, um dia humildade sinônimo
Da viva morte em vida
Dormindo nas luzes mais claras
Despindo-se dos trajes mais lindos
Consagrando, vira sorrindo,
O fim de novos dias
Recado aos meus filhos
Filho, espero que ouça minha voz... se puder
Nunca se sabe o futuro
Mas nesta carta te mando um recado:
Aproveite a vida,
Sempre estarei ao seu lado
Quero te afagar
Mas sem te sufocar
Quero que aprendas a andar sozinho
Até que corras
Mas minhas mãos, sempre estarão
Por perto para ajudá-lo
Se liberte, seja livre
Com paz de espírito no coração
Lute para fazer o que gosta,
E nem pense em me agradar
Deste jeito não conseguirá
Em certas coisas do espírito,
Não "ajude" um ou outro
E nem pense no dinheiro
Ele é consequência e não causa.
Mas nos causa muito se pensado assim
Filho, só quero que seja muito feliz
Viva intensamente cada um dos seus desejos
E me perdoe se errei, perseguindo os meus
Sei que devemos objetivar
Acima da vida, a felicidade
Me perdoe, sucesso não é tudo
E caso não o tenha, não me acuse
A felicidade é muito maior, quando fazemos o que gostamos
Fui muito medroso, sou ainda
Poderia e posso ter mais
Coragem
Não é fútil lutar por um ideal
Principalmente quando é o seu de vida.
Viva, respire tranquilo
Carregue a paz no coração
Como flor que brota na primavera
Lute para que possa florescer
e irradiar feliz.
Busque isto, somente isto
Pois lá em cima é o que vale
Não que não haja preocupações, sempre haverá.
Mas lute para dar o melhor para si.
Assim serei feliz, por ver você feliz.
Nunca se sabe o futuro
Mas nesta carta te mando um recado:
Aproveite a vida,
Sempre estarei ao seu lado
Quero te afagar
Mas sem te sufocar
Quero que aprendas a andar sozinho
Até que corras
Mas minhas mãos, sempre estarão
Por perto para ajudá-lo
Se liberte, seja livre
Com paz de espírito no coração
Lute para fazer o que gosta,
E nem pense em me agradar
Deste jeito não conseguirá
Em certas coisas do espírito,
Não "ajude" um ou outro
E nem pense no dinheiro
Ele é consequência e não causa.
Mas nos causa muito se pensado assim
Filho, só quero que seja muito feliz
Viva intensamente cada um dos seus desejos
E me perdoe se errei, perseguindo os meus
Sei que devemos objetivar
Acima da vida, a felicidade
Me perdoe, sucesso não é tudo
E caso não o tenha, não me acuse
A felicidade é muito maior, quando fazemos o que gostamos
Fui muito medroso, sou ainda
Poderia e posso ter mais
Coragem
Não é fútil lutar por um ideal
Principalmente quando é o seu de vida.
Viva, respire tranquilo
Carregue a paz no coração
Como flor que brota na primavera
Lute para que possa florescer
e irradiar feliz.
Busque isto, somente isto
Pois lá em cima é o que vale
Não que não haja preocupações, sempre haverá.
Mas lute para dar o melhor para si.
Assim serei feliz, por ver você feliz.
Dia de chuva
Naquele semaforo verde
Todos os sinais de avante
Sob a chuva de alegria
Efeitos da primazia
Compondo os acordes do olhar
Parando, andando
Correndo e sonhando
Ligeiros toques na via
Imperceptível sensação do olhar
Atravessando a cidade para te alcançar
Estivemos tão perto, e sem coragem
Tão terno, sem vaidade
Que acabamos obstruídos
Pelas advertências do caminho
Sinais, placas, informação
Cintilou no ser sem razão
A estética de outro lugar
Não mais sobre terras ou pedras
Longe dos deuses e esferas
Dentro do seu olhar
Todos os sinais de avante
Sob a chuva de alegria
Efeitos da primazia
Compondo os acordes do olhar
Parando, andando
Correndo e sonhando
Ligeiros toques na via
Imperceptível sensação do olhar
Atravessando a cidade para te alcançar
Estivemos tão perto, e sem coragem
Tão terno, sem vaidade
Que acabamos obstruídos
Pelas advertências do caminho
Sinais, placas, informação
Cintilou no ser sem razão
A estética de outro lugar
Não mais sobre terras ou pedras
Longe dos deuses e esferas
Dentro do seu olhar
Rumos
A deriva
Naufrago de destinos
Sou algo obscuro em mim
Trevas em pleno jardim
Vidas abrem fronteiras
Nos abrem ladeiras
Ao nosso andar
Esculpido em mármore
Lapidado em ânima
Recluso, sem destino
Neste meu caminhar
Naufrago de destinos
Sou algo obscuro em mim
Trevas em pleno jardim
Vidas abrem fronteiras
Nos abrem ladeiras
Ao nosso andar
Esculpido em mármore
Lapidado em ânima
Recluso, sem destino
Neste meu caminhar
Como era bom sofrer de amor
Como era bom sofrer de amor
Encontrar em outros olhos um sentido
Mantendo cada vez mais vivo
Na vontade de viver
Como era bom sofrer de amor
Ter perspectivas de outros lábios
Poder sentir por outra alma
Mesmo sendo desprezado
Como era bom sofrer de amor
Poder dormir pensando, acordar sonhando
Que as lágrimas não eram reais
E estava a me completar
Como era bom sofrer de amor
Quando sabia que existia
E, hoje, distante estrela
Contemplo seu brilho de outro lugar
"Diferente forma de amar"
Deixando nesta estrada
Caminho na solidão que não contempla
E me lembro de uma época
Que gostava de sofrer por você.
Encontrar em outros olhos um sentido
Mantendo cada vez mais vivo
Na vontade de viver
Como era bom sofrer de amor
Ter perspectivas de outros lábios
Poder sentir por outra alma
Mesmo sendo desprezado
Como era bom sofrer de amor
Poder dormir pensando, acordar sonhando
Que as lágrimas não eram reais
E estava a me completar
Como era bom sofrer de amor
Quando sabia que existia
E, hoje, distante estrela
Contemplo seu brilho de outro lugar
"Diferente forma de amar"
Deixando nesta estrada
Caminho na solidão que não contempla
E me lembro de uma época
Que gostava de sofrer por você.
Dias de reflexão
Longe do âmago divino
Um menino solícito
Cujo olhar - desejos, pedidos imbuídos.
Noutr´ora o que é pequeno foste grande
Da força, dominou a fragilidade
E o que era estava perdido
Mudanças, destino, caminhos
Ciente, não as compreende
Razões de estar longe do que era.
Nestes dias, não mais depende dos pés
Suas mãos lhe são emprestadas
E preso à cadeira de ferro
O que foi abusivo, estava inutilizado
Da potência, força e imposição
Uma grande submissão
Onde lhe resta a reflexão
Com a beleza do luar.
Respirar, viver......sem nada mover
Na dependência de tudo e todos
Novo caminho a presenciar
Sentido difícil de amar
Um menino solícito
Cujo olhar - desejos, pedidos imbuídos.
Noutr´ora o que é pequeno foste grande
Da força, dominou a fragilidade
E o que era estava perdido
Mudanças, destino, caminhos
Ciente, não as compreende
Razões de estar longe do que era.
Nestes dias, não mais depende dos pés
Suas mãos lhe são emprestadas
E preso à cadeira de ferro
O que foi abusivo, estava inutilizado
Da potência, força e imposição
Uma grande submissão
Onde lhe resta a reflexão
Com a beleza do luar.
Respirar, viver......sem nada mover
Na dependência de tudo e todos
Novo caminho a presenciar
Sentido difícil de amar
sábado, 1 de março de 2008
Retorno imaginário à infância
A poeticidade nas folhas de outono foi morrendo aos poucos. Em cada uma das folhas, anos, um pouco das novas ciências e percepções - ocultando cada detalhe de beleza num céu cada vez mais cinza, e vistas obstruídas pela crescente quantidade de prédios.
Recordo-me da infância perdida numa cidade de São Paulo inexistente. Na distância de uma década, o que era periferia se tornou centro. Os terrenos baldios, que hoje vejo tomado por construções frias, eram espaço de sociabilidade, apenas ponto de encontro dos amigos. Brincávamos de bolinha de gude, empinávamos pipas, competíamos em nossas bicicletas nas improvisadas pistas de cross criadas.
Houve uma época em que quase toda rua era o terreno baldio, poucas eram as casas. Hoje uma casa fria deixa enterrada na imaginação dos que viveram tais cenas o nosso último reduto. Ninguém após nós saberá aonde está os tesouros que enterrávamos, criando mapas e pistas para serem descobertos pelos grupos rivais - a rua de baixo. Saudade.
Nessa época, transformávamos os restos de obras em nosso quartel-general. Portas antigas, ferros de grades, papelão... constituíam nossa fortaleza; muitas vezes derrubadas apenas pela força do vento. Com a imaginação podíamos tudo e fazíamos tudo. Mostrávamos nossas habilidades com o novo ioio, pião ou jogávamos bafo, conquistando as figurinhas de colar que faltavam aos nossos álbuns.
Até caçar um "popótamo" fomos quando criança. Eu, meu irmão e meus primos. Num sáfari na cidade. Numa cidade muito diferente. Quando atravessávamos a rua, encontrávamos a nossa selva, onde tudo era possível.
Fomos crescendo e numa proporção diretamente proporcional, os espaços vazios foram diminuindo. Novas casas, e novos amigos... a cidade chegou à periferia. Mas ainda tenho as lembranças.
Nas épocas de festa junina, pegávamos as madeiras nos terrenos e construções vizinhas. Passávamos de casa em casa convidando os vizinhos para a festa, que vinham e ficavam conversando num clima agradável. E traziam o essencial: comida. Fazíamos mesas com compensados que encontrávamos e alguns blocos.... e ficávamos ao redor da fogueira. Mais saudades.
Quando o vento ou a chuva impossibilitavam as nossas brincadeiras no "morro", ficávamos na garagem de algum de nossos colegas de infância. Num rodízio de brincadeiras e de casas - para as mães não se cansarem com tanto barulho. Uma época saudável.
Houveram várias modas. Lembro-me que colecionávamos tampinhas de Coca-Cola para trocar por garrafinhas miniaturas ou por ioios. Era uma festa. Simples mas que deixava a todos felizes. E apesar dos problemas, que todas as famílias tem, vivi plenamente a minha infância.
Naquela época surgiu uma "nova moda" que iria se perpetuar e modificar a infância de milhões de crianças: o videogame. No final da década de 70, joguei o telejogo - primeiro videogame - que apesar de machucar muito o dedo, era ambicionado por todas as crianças. Em 84, ganhamos um Odissey (segunda geração) que rivalizava com o Atari na condição de melhor videogame - já com outra resolução e qualidade. Mas nunca deixamos de lado os amigos, ele era apenas mais instrumento para as brincadeiras da turma.
Jogávamos futebol na rua, ou no campinho da rua de baixo. Muitas vezes os nossos pais jogavam conosco, mas na maioria das vezes ficavam conversando sobre política. Tirávamos o sarro da cara deles. Papo de adulto. Muito longe da nossa realidade, e que tão rapidamente se tornou a nossa conversa.
Chatices!!! Convenções!!! A vida adulta nos transforma e nos distancia, assim como São Paulo, que muda a cada dia. Um bairro que era deserto, está lotado de casas e prédios, que surgiram num tempo realmente curto. E os "amigos" já não são mais os mesmos.
À medida que um se mudava, parte do passado morria. Começava uma nova fase, época. E a vida é cheia desses recomeços. A cada terreno que sumia, novas casas, e com elas as pessoas se tornavam mais estranhas. Hoje os vizinhos são apenas desconhecidos, só e nada mais.
Quando crescemos esquecemos as coisas boas que nos aconteceram; e as sensações que tínhamos quando éramos crianças. O adulto começa a matar os bons sentimentos... a amizade, companheirismo, ou mesmo a companhia para passar o tempo e jogar conversa fora. Era criança, fui criança um dia... e em São Paulo!!! E triste, penso: "Haverá para os nossos filhos, a mesma oportunidade de terem uma vida saudável...agradável... nesta terra?".
Recordo-me da infância perdida numa cidade de São Paulo inexistente. Na distância de uma década, o que era periferia se tornou centro. Os terrenos baldios, que hoje vejo tomado por construções frias, eram espaço de sociabilidade, apenas ponto de encontro dos amigos. Brincávamos de bolinha de gude, empinávamos pipas, competíamos em nossas bicicletas nas improvisadas pistas de cross criadas.
Houve uma época em que quase toda rua era o terreno baldio, poucas eram as casas. Hoje uma casa fria deixa enterrada na imaginação dos que viveram tais cenas o nosso último reduto. Ninguém após nós saberá aonde está os tesouros que enterrávamos, criando mapas e pistas para serem descobertos pelos grupos rivais - a rua de baixo. Saudade.
Nessa época, transformávamos os restos de obras em nosso quartel-general. Portas antigas, ferros de grades, papelão... constituíam nossa fortaleza; muitas vezes derrubadas apenas pela força do vento. Com a imaginação podíamos tudo e fazíamos tudo. Mostrávamos nossas habilidades com o novo ioio, pião ou jogávamos bafo, conquistando as figurinhas de colar que faltavam aos nossos álbuns.
Até caçar um "popótamo" fomos quando criança. Eu, meu irmão e meus primos. Num sáfari na cidade. Numa cidade muito diferente. Quando atravessávamos a rua, encontrávamos a nossa selva, onde tudo era possível.
Fomos crescendo e numa proporção diretamente proporcional, os espaços vazios foram diminuindo. Novas casas, e novos amigos... a cidade chegou à periferia. Mas ainda tenho as lembranças.
Nas épocas de festa junina, pegávamos as madeiras nos terrenos e construções vizinhas. Passávamos de casa em casa convidando os vizinhos para a festa, que vinham e ficavam conversando num clima agradável. E traziam o essencial: comida. Fazíamos mesas com compensados que encontrávamos e alguns blocos.... e ficávamos ao redor da fogueira. Mais saudades.
Quando o vento ou a chuva impossibilitavam as nossas brincadeiras no "morro", ficávamos na garagem de algum de nossos colegas de infância. Num rodízio de brincadeiras e de casas - para as mães não se cansarem com tanto barulho. Uma época saudável.
Houveram várias modas. Lembro-me que colecionávamos tampinhas de Coca-Cola para trocar por garrafinhas miniaturas ou por ioios. Era uma festa. Simples mas que deixava a todos felizes. E apesar dos problemas, que todas as famílias tem, vivi plenamente a minha infância.
Naquela época surgiu uma "nova moda" que iria se perpetuar e modificar a infância de milhões de crianças: o videogame. No final da década de 70, joguei o telejogo - primeiro videogame - que apesar de machucar muito o dedo, era ambicionado por todas as crianças. Em 84, ganhamos um Odissey (segunda geração) que rivalizava com o Atari na condição de melhor videogame - já com outra resolução e qualidade. Mas nunca deixamos de lado os amigos, ele era apenas mais instrumento para as brincadeiras da turma.
Jogávamos futebol na rua, ou no campinho da rua de baixo. Muitas vezes os nossos pais jogavam conosco, mas na maioria das vezes ficavam conversando sobre política. Tirávamos o sarro da cara deles. Papo de adulto. Muito longe da nossa realidade, e que tão rapidamente se tornou a nossa conversa.
Chatices!!! Convenções!!! A vida adulta nos transforma e nos distancia, assim como São Paulo, que muda a cada dia. Um bairro que era deserto, está lotado de casas e prédios, que surgiram num tempo realmente curto. E os "amigos" já não são mais os mesmos.
À medida que um se mudava, parte do passado morria. Começava uma nova fase, época. E a vida é cheia desses recomeços. A cada terreno que sumia, novas casas, e com elas as pessoas se tornavam mais estranhas. Hoje os vizinhos são apenas desconhecidos, só e nada mais.
Quando crescemos esquecemos as coisas boas que nos aconteceram; e as sensações que tínhamos quando éramos crianças. O adulto começa a matar os bons sentimentos... a amizade, companheirismo, ou mesmo a companhia para passar o tempo e jogar conversa fora. Era criança, fui criança um dia... e em São Paulo!!! E triste, penso: "Haverá para os nossos filhos, a mesma oportunidade de terem uma vida saudável...agradável... nesta terra?".
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