(Homenagem a todos os "idiotas" que teimam em "dar pitaco" em nossas vidas)
Quais são as "palavras" que sufocam a minha alma!?! Estou acorrentado. Na liberdade latente que teima em infringir as dores da ambição, sou pequeno rato, entocado, a espreita do mundo para me fazer "gente". Ter direitos, ter deveres... partilhar o queijo. Queijo - delícias - quantas imagens fiz para ti em meu destino. Idealizadas, e não concretizadas. Nunca pude degustar o seu sabor, a pressa e o medo me deram a oportunidade de estar vivo, e não degluti-lo nas intempéries... sempre foi assim.
Maldito gato, humanos, venenos. Cerceiam-me do que deveria ser e não é. Mas, a quem reclamar!?! O Todo-Poderoso está ocupado e diz que é "Karma", santa calma necessária. Já os ouvidos cotidianos não alcançam a minha compreensão; santa inveja, que nos isola e nos rebaixa às frustrações dos que não se suportam. Pensei em reclamar com alguém mais poderoso - fui ao espelho e, não tendo a reflexão do reflexo, vi a imagem do ser em mim e disse: "Não seja mais um rato. Se é para ser, lute pelo interno ou pelo inferno. Desejos e desejos povoaram as almas dos fantasmas, zumbis, dos mortos ainda vivos, que não souberam se libertar de si".
Olhei para o céu, senti o infinito. E dos relatos sempre descritos que dizem: "Se pudesse voltar a viver...." ou "viverei a vida como se este fosse o último segundo". Cheguei a importante decisão, sou a pessoa mais importante do mundo e posso ser dono das minhas próprias regras - respiro, rapidamente e com a voracidade da inconstância - posso mudar isso e ser sereno (é o que desejo). Posso traçar minha reta e seguir em curvas (sou livre para sair pela tangente, e assumir a minha imperfeição). Posso viver alegre e me sentir livre no mundo que tende a me prender.... famílias e pessoas que adoram nos controlar - dirigir o nosso mundo, para se esquecer do próprio. Pobres mortais, que vivem na mesquinhez da fofoca, e não vivem os "seus" segundos.
Descobri, olhando para o mundo, que este ora é claro e sempre se torna escuro. Estou lúcido. Não serei por muito. E nesse momento sou frágil as lanças armadas, preparadas na intervenção. O cérebro inconsciente guardou os medos, o respeito... e hoje pede liberdade. Agredi o mundo, não foi a melhor forma. Chorei e deixei-me a morte, que não me quis levar. Encontrei a coerência, diferente do que achava ser - antes nazista, coercitiva - hoje aberta e amiga. Na liberdade de errar, sem culpa, sem pecado. Pecado, cujo temor nos paralisa as ações, nos leva ao conformismo e nos deixa frágeis para a vida que exige a luta, a guerra.
Escolhi o caminho da paz. O que se enxerga na consistência da vida. Se viver mais, fizer mais, também errarei mais e arcarei com mais conseqüências. Mas, serei capaz de viver se não tentar!?! Fazer menos, me deixar largado na impressão da perfeição, afinal, errei menos. Mas na forma que traz a prepotência e o orgulho que segregam as pessoas.
Escolhi viver na paz do erro. A que conforta pela dor do tentar e exige a ação calada, não o marasmo ativo do "apenas" falar. Deixem as pessoas julgarem a "propaganda" dos outros, prefiro, a minha verdade. Só essa me liberta.
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
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3 comentários:
Simplesmente arrepiante!! Fe, vc escreveu fantasticamente e me tocou na alma... nunca pare de escrever.
Um beijo enorme e sempre entrarei aqui para sugar conhecimento dessa sua mente linda.
Super beijo e parabens,
Daphininha.
Ohhhhhhhhhhh... thank you, menina! Esses escritos são desabafos da minha mente "insana"... vem tudo de uma vez... sou péssimo em português e geralmente só corrijo uma coisa ou outra bem depois...hehe! Owwwwwwwwwwwww.... obrigado mesmo, lindinha!
fe..
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