Em névoas brancas irrompe o fulgor do sol. As gélidas faces soturnas se esvanecem na obscuridão - tornam da boêmia, retornam para a cama - e sem o calor alcoólico se refugiam nos tecidos isolantes, retendo-se no próprio calor.
Outros, dormiam, e vem para a lida. O corpo esquenta no trabalho, se mantém acesso na labuta matutina e se torna diária, infinita - a produzir o pão, plantar a roça, fazer palhoça e viver nos filhos brotando. A água deita sob o verde, orvalho diamante, riqueza à vida orgânica - energia ao sedento homem, pobre em metais, rico em esperança.... no olhar de uma criança com a capacidade de sonhar.
As lágrimas marcam o mesmo destino. Sólido que ao líquido torna. Fora hora de dores discretas, fogem ininterruptas no desabafo ocasional. O corpo cansa, a alma descansa - enquanto o ébrio volta ao milésimo sono. As mãos do homem do campo produzem, e o outro vive em sonhos - da vida fácil e fútil, de gotas quentes e desabafos. Mesmo o vagabundo sofre, troca a vida do dia, ao luar da morte, destinado aos que amam sob a lua... e desaparecem nesse amor.
O dia chega ao término. Os ponteiros mantêm-se em movimento. O calor foge e uma súbita escuridão vem trazer a noção. Tanto ao sol ou a lua, chuvas e fulguras, a humanidade se encerra nos sentidos, é a dor e o amor, finge que diz não sentir - resiste sem mais insistir, e se deixa levar.... no direito das conseqüências dos sentimentos que confundem a alma, turvas no dual amor.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
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Um comentário:
LINDOOOOOOOOOOO!! Saudades ;0)
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