terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Esse umbigo é seu, e este meu

(Homenagem a todos os "idiotas" que teimam em "dar pitaco" em nossas vidas)

Quais são as "palavras" que sufocam a minha alma!?! Estou acorrentado. Na liberdade latente que teima em infringir as dores da ambição, sou pequeno rato, entocado, a espreita do mundo para me fazer "gente". Ter direitos, ter deveres... partilhar o queijo. Queijo - delícias - quantas imagens fiz para ti em meu destino. Idealizadas, e não concretizadas. Nunca pude degustar o seu sabor, a pressa e o medo me deram a oportunidade de estar vivo, e não degluti-lo nas intempéries... sempre foi assim.

Maldito gato, humanos, venenos. Cerceiam-me do que deveria ser e não é. Mas, a quem reclamar!?! O Todo-Poderoso está ocupado e diz que é "Karma", santa calma necessária. Já os ouvidos cotidianos não alcançam a minha compreensão; santa inveja, que nos isola e nos rebaixa às frustrações dos que não se suportam. Pensei em reclamar com alguém mais poderoso - fui ao espelho e, não tendo a reflexão do reflexo, vi a imagem do ser em mim e disse: "Não seja mais um rato. Se é para ser, lute pelo interno ou pelo inferno. Desejos e desejos povoaram as almas dos fantasmas, zumbis, dos mortos ainda vivos, que não souberam se libertar de si".

Olhei para o céu, senti o infinito. E dos relatos sempre descritos que dizem: "Se pudesse voltar a viver...." ou "viverei a vida como se este fosse o último segundo". Cheguei a importante decisão, sou a pessoa mais importante do mundo e posso ser dono das minhas próprias regras - respiro, rapidamente e com a voracidade da inconstância - posso mudar isso e ser sereno (é o que desejo). Posso traçar minha reta e seguir em curvas (sou livre para sair pela tangente, e assumir a minha imperfeição). Posso viver alegre e me sentir livre no mundo que tende a me prender.... famílias e pessoas que adoram nos controlar - dirigir o nosso mundo, para se esquecer do próprio. Pobres mortais, que vivem na mesquinhez da fofoca, e não vivem os "seus" segundos.

Descobri, olhando para o mundo, que este ora é claro e sempre se torna escuro. Estou lúcido. Não serei por muito. E nesse momento sou frágil as lanças armadas, preparadas na intervenção. O cérebro inconsciente guardou os medos, o respeito... e hoje pede liberdade. Agredi o mundo, não foi a melhor forma. Chorei e deixei-me a morte, que não me quis levar. Encontrei a coerência, diferente do que achava ser - antes nazista, coercitiva - hoje aberta e amiga. Na liberdade de errar, sem culpa, sem pecado. Pecado, cujo temor nos paralisa as ações, nos leva ao conformismo e nos deixa frágeis para a vida que exige a luta, a guerra.

Escolhi o caminho da paz. O que se enxerga na consistência da vida. Se viver mais, fizer mais, também errarei mais e arcarei com mais conseqüências. Mas, serei capaz de viver se não tentar!?! Fazer menos, me deixar largado na impressão da perfeição, afinal, errei menos. Mas na forma que traz a prepotência e o orgulho que segregam as pessoas.

Escolhi viver na paz do erro. A que conforta pela dor do tentar e exige a ação calada, não o marasmo ativo do "apenas" falar. Deixem as pessoas julgarem a "propaganda" dos outros, prefiro, a minha verdade. Só essa me liberta.

3 comentários:

Anônimo disse...

Simplesmente arrepiante!! Fe, vc escreveu fantasticamente e me tocou na alma... nunca pare de escrever.
Um beijo enorme e sempre entrarei aqui para sugar conhecimento dessa sua mente linda.
Super beijo e parabens,
Daphininha.

Fernando Lusvarghi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fernando Lusvarghi disse...

Ohhhhhhhhhhh... thank you, menina! Esses escritos são desabafos da minha mente "insana"... vem tudo de uma vez... sou péssimo em português e geralmente só corrijo uma coisa ou outra bem depois...hehe! Owwwwwwwwwwwww.... obrigado mesmo, lindinha!
fe..