terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Interna

Doces pétalas rosáceas
e o cheiro do passamento inerente
Escapam as lágrimas da tortura, prisão incompetente
Prende abrindo todas as frestas,
Fecha prendendo o que resta - ilusão libertária

Impotente morte vida dividida
Nem ao céu, sinto o inferno
E estando aqui, não nego, meu corpo entrego
Mas ao Deus-dará, nada receberá - imposição divina
"Sofra, sentindo a luz do dia" na liberdade intangível

Falta perspectiva, o próprio ou de fora
No outro lado já passou o passado
A dor é apenas alívio cítrico das incompreensões
Se alguém criou o tudo, quem destruiu o nada?
E me deixou assim - tendo que ser dual

Dor e vida, serão o mesmo complemento
Não tolero o mesmo lamento, muito menos
As rimas idiotas, formadas no desespero
Do que é vivido morto - mundo insano
Que me interna na solidão

2 comentários:

Anônimo disse...

amei a analogia "Escapam as lágrimas da tortura, prisão incompetente
Prende abrindo todas as frestas,
Fecha prendendo o que resta - ilusão libertária".... nossa!!!!! AMEI.
Daph.

Fernando Lusvarghi disse...

Brigaduuuuuuuuuuuuuuuuuuuu... plagiando Fabio Jr...hehehehe...
bjsssssssss lindinha!!!!! Valeu!