quarta-feira, 11 de junho de 2008

Crônica dos temperamentos impossíveis

Outro dia presenciei uma violenta discussão entre um casal amigo. Recém-casados, vitimas de uma gravidez indesejada, mal tiveram a chance de se conhecerem... foi pá, pum.... e a notícia estranhamente recebida pelos amigos e familiares.

-"Quem diria que, justamente o Paulo, um moleque que ainda brinca de videogames e carrinhos de controle remoto, iria se casar por este motivo" - comentava uma das parentes mais próximas.
Todos sabíamos bem o amigo que tínhamos. Sim, tínhamos. Este mudou completamente após os últimos eventos. Hoje, vejo-o com terno e gravata, falando de fraldas e papinhas... quem diria. Como é interessante vê-lo mudar do vinho para a água.... opsss, da água para o vinho. Desculpem o ato falho de um amigo que ainda desejava muitas outras baladas. Após o casamento muita coisa mudou.

Confidencialmente, em nossa última conversa, a dificuldade da vida matrimonial. Casou e herdou uma sogra... e, principalmente, um passado. As pessoas "abobadamente" dizem sim perante o juiz, e logo após, estão reclamando das cuecas e calcinhas jogadas pela casa. A bendita tampa do vaso sanitário. A mania de tirar caquinha do nariz. Por quê, depois de casado, a vida parece perder tanto o glamour? Mistérios do mundo animal.

Sempre pensei na possibilidade de novas matérias serem inseridas nas grades do Ensino Fundamental, matérias como: Casamento, as besteiras possíveis ou as dificuldades da relação a dois. Enfim, ensinos práticos que auxiliariam na tomada de decisões - muitas cagadas seriam evitadas.

Solteiro convicto. Ou pelo menos até tal insanidade me acometer. Vejo casais de digladiando quase até a morte. Pólos opostos na atração, pólos semelhantes na repulsa magnética. Outro amigo, vitima de 5 anos de enrolação (namoro e noivado) confessou-me o seguinte:

-"Amigo, resolvi casar por não agüentar tanta pressão, por mim continuaria solteiro por mais uns 2 ou 3 anos".

-"Mas tive que ceder.... de cada 3 palavras 2 eram.... "Quando iremos nos casar, amorzinho!!!"" - disse em tom de escárnio, imitando a voz da namorada.

-"Assim não é possível" - respondi tentando amenizar a culpa que ele parecia sentir, seja por abandonar os amigos ou pela própria incapacidade de prorrogar tal situação.

Não entendo como as pessoas deixam-se levar por atitudes claramente errôneas. Por amor, algumas pessoas fogem, outras matam, algumas agridem. Poucas são as que amam para a eternidade, manifestando tais sentimentos em atos até o fim da vida.

A voz da coerência se perde com o nascimento do amor. Que o amor, então, venha - vejamos se essa insanidade irá nos derrubar ou se seremos vencedores dessa batalha. Dentre guerreiros e mortos, que algo sobreviva. Que assim seja.

Um comentário:

Unknown disse...

Meu amigo Paulo engravidou indesejadamente sua querida namorada. Poxa, ele joga vídeo game, acabara de guardar no caixote seu scate. Ele foi obrigado a mudar de adolescente para um homem responsável. Um adulto eu diria!
Foi pressionado pela namorada que ele tomasse o seu posto de marido, pais de dois filhos! Putz, dois filhos logo de primeira! Ele deveria ter jogado na Mega Sena!
Ele não aguentou tanta pressão, quase ficou louco vivendo numa casa alheia. Hoje o Paulo está melhor da cabeça. Sai aos sábados conosco, adora beber e se esquece da poesia e do sonho que tudo parecera e, dos tijolos que comprou para a construção da sua nova casa. Talvez hoje ele fuja do amor ou use camisinha!!!