Diga-me que não é o fim dos tempos
E porque estou aqui neste momento
A ver "evolução", morte e desgraças
Assolando todas as irmãs raças
Fogo aos céus, queda na morte de crianças
Vêem os pássaros metálicos dizimando esperanças
Do domínio das forças do mundo
Ao homem inescrupuloso, ser imundo
Subjugara Deus a outra esfera
Denegriu sua imagem tenra e bela
Bestializado na fome insaciável das feras
Amarga, discípulos mesquinhos, sóis de novas eras
Inoculado no mundo peçonhento
Transforma-se em lágrima em pleno tormento
Rescindindo as nobres virtudes do são
Volta os olhos distantes a tentação
De quem, um dia humildade sinônimo
Da viva morte em vida
Dormindo nas luzes mais claras
Despindo-se dos trajes mais lindos
Consagrando, vira sorrindo,
O fim de novos dias
domingo, 16 de março de 2008
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