segunda-feira, 17 de março de 2008

Luz e sombra

Nas fúrias em forma de fogo
Afogado pelos ventos, castigado
Incontive-me dos ódios gerados
No passar dos anos e retratos

Foste bela e agora queima
Na labareda eterna do passado
Destruiu todos os sonhos, reinados
Na desilução de tê-la ao lado

O rico ouro não tem mais valor
Preciosas pedras se transformam em lágrimas
Foi a amada e abandonou
A plenitude que a vida presenteou

Trocou o inferno pelo inferno
Não se defendeu das torturas mais íntimas
Esqueceu que ainda havia vida
Buscando o reino das cinzas

Nobre, rei, excelentíssimo
De que valem as palavras e as pompas
Viver sobre todas as honras
Sem a sua luz, sem a sua sombra

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