No olhar,
Deuses do Mar
Cabral e suas naus
Em Santa Cruz
Aportar
De ilha à terra
De terra à Brasil
Na rota da descoberta
Índios e florestas
Em novo mundo, encontrar
Da popa, esperanças
E a vista de Portugal
D. Manoel, o venturoso
Em sonhos de Isabel de Castela
Conseguiu nobres ares, desvendar
Muitas lutas e adversidades
Com persistência e coragem
Deixaram corpos enterrados em mares
Sem contemplar o desejo
De ver a amizade, aflorar
A história caminhou
Houveram brigas e afagos
Como a mãe que repreende
Para ver o filho crescer
O Brasil pode viver e, amar
Hoje, honramos a memória
No sangue de cada brasileiro
Descendentes de Cabral
E da amada Portugal
Que aqui encontraram o seu lar
500 anos se passaram
O que fora mãe, irmã é de fato
Na cultura, língua e vida,
Tudo o que Camões representa na Ilíada
Que veio nos colonizar
O tempo é imortal
O "uno" hoje é patria
Distantes pelo oceano
Perto pelo sentimento
Na amizade eterna, continuar.
"Que assim seja"
quarta-feira, 26 de março de 2008
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