domingo, 16 de março de 2008

Dias de reflexão

Longe do âmago divino
Um menino solícito
Cujo olhar - desejos, pedidos imbuídos.
Noutr´ora o que é pequeno foste grande
Da força, dominou a fragilidade
E o que era estava perdido

Mudanças, destino, caminhos
Ciente, não as compreende
Razões de estar longe do que era.
Nestes dias, não mais depende dos pés
Suas mãos lhe são emprestadas
E preso à cadeira de ferro
O que foi abusivo, estava inutilizado

Da potência, força e imposição
Uma grande submissão
Onde lhe resta a reflexão
Com a beleza do luar.
Respirar, viver......sem nada mover
Na dependência de tudo e todos
Novo caminho a presenciar
Sentido difícil de amar

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