Cada calo na mão macia
Grifa na memória todas lutas
Queimando sob o sol ou noite fria
Em mais um dia de labuta
A terra de frutos incólumes
Floriram em solo pobre
Doces horas, lúcido passado
Iludido futuro de um sabor amargo
De todas as destruições, nasceram vidas
Da geada queimando aonde o orvalho batia
Das queimadas fartas dos homens de almas frias
Do meu próprio pensar, quando pobre ser cria
Mas, de cada ação, sempre sobra o gesto
Da persistência surgem as respostas
E mesmo que não seja a hora
A recompensa há de chegar
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
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