Onde passam as agulhas
estreitam passos decididos
espreitam os caminhos do mundo
retiram a esperança dos filhos
Migrantes nordestinos em jumentos
Imigrantes do Brasil embora vão
Os ricos não terão mais aqueles
Filhos da servidão
Todos os que buscaram fortuna
Tiraram sangue de pedra,
deixaram morrendo suores, lágrimas
escravos da vida que resta
Como a fome é possível diante de tanta fartura
Os grãos divididos, pais sentindo amargura
Tristeza inconsolável em ver o corpo definhar
E o alimento morrer no campo, sem ao menos poder tocar
As injustiças da desigualdade pouco importam
Situações que ocorrem ao lado,
O egoísmo é o mal do século, riqueza é o objeto
E a mesquinharia será o pó no jazigo eterno
e todos serão iguais
corroídos pelos mesmos
vermes
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
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2 comentários:
putz!!!!!
não é q vc tá ficando bom nisso rssss
na verdade não é de hj q tem talento p coisa hehehe
abraço
luis querido
hehee... valeu veio.... mas essas coisas eu escrevia naquela epoca mesmo... acho que ja devo ter desaprendido... abrs luigi
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