Em épocas conturbadas
Fome, pestes e empreitadas
Vieste ao mundo, Giuseppe
O proscrito da nação italiana
À liberdade retornar
Não seriam os Bourbons, Pio IX
Ou mesmo os austríacos
Que a Itália repartiam
E muitas lágrimas impeliam
Que o impediriam de lutar
Herói nascido mesmo quando criança
Em cuja alma só havia a esperança
Lançou-se ao mar sem medo
Salvou vidas sem desprezo
Da terrível morte secular
Logo, fora exilado
E o Brasil, o reino consolado
Destino de muitos revolucionários
E pátria onde a liberdade clamava
Fazendo sua espada desembainhar
Onde houvesse iminente pedido
Lá haveria o seu grandioso auxílio
Sendo o corsário em mares perdidos
Ou o guerrilheiro nos pampas cisplatinos
Nada fazia a sua convicção alterar
Em “terra brasilis”
Saboreou a vitória, a derrota
Deixou seu sangue em guerras mortas
E amigos perdidos, nas navalhas e tiros,
Que a Itália nunca mais iriam retornar
Plenitude breve na vida amorosa
Amou Anita como poucos
Raptou-a para si como os loucos
E no amor insano, trazendo-a à guerra
Fez de Laguna seu novo lar
Aqui nasceu o pequeno “Menotti”
Fruto da miscigenação de almas pueris
Filho do vento, a luz da espada
Que o pai utilizava, a mãe acompanhava
No mesmo caminho a trilhar
Nas guerras e batalhas, carisma indelével
Contagiava pessoas experimentadas
E incendiava a aura eterna da juventude
De ter a terra livre ou morrer com hombridade
E assim, exércitos conseguiu formar
Com Bento Gonçalves compartilhou a luta
Montevidéu pediu ajuda
Não se cansava de elogiar a força gaúcha
E prostrado nas farroupilhas
Outras terras buscou alimentar
Seu manto era sua imagem
E qualquer que fosse a viagem
Sempre houve alguém a lhe acompanhar
O seu fiel e gentil escravo
O negro Aguiar
Anistiado de seus “pecados”
1848 foi o ano dos fatos
Retornou para a luta redentora
E com Mazzini, objeto de nova aurora
Para a Itália reunificar
Diversas e outras foram as batalhas
Marchou célere sobre as Sicílias
E teve a “via Appia” como sua segunda casa
Aonde precisassem das mãos armadas
A aguerrida vontade estava a proporcionar
Viveu e morreu em vida
Cuja solidão fora além de um incólume fardo
A jovem e doce Anita morrera após o parto
De um filho que seria benvindo
E a lembrança, a tristeza de recordar
Suas glórias e pessoas amadas
Ficaram descansando sob os solos italianos
E deixaram-no morto, mas respirando
Na perseverança que os verdadeiros heróis possuem:
Poder a pátria restaurar
Exaltemos a sua “buona fortuna”
Deste Garibaldi, filho da coragem
Que em ambos os mundos
Deu a vida pela liberdade, e,
Para que pela eternidade, o hino de Mameli possa... entoar... ecoar...
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
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3 comentários:
Bravo, bravo, bravíssimo!!!! =)))
Heheh... so por que é minha irmã, viu...hehe ;) Mas na verdade eu ganhei uma menção honrosa com esse poema em um concurso de um orgão italiano em Curitiba... :P
Bjss Deaaaa
Então não é só porque sou tua irmã, não acha?? É porque sei do que gosto, que é belo e comove! AMOOOOOOOOOOO MUITOOOOOOOOO
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