sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Memória escondida

O passado me fascina. O crime das pessoas ausentes, o amor tresloucado dos dementes - o que foi e continua sendo. Os sentimentos que nasceram e morreram, todos iguais. Os seres que surgem do "nada" e ao nada retornam. É a beleza móvel do fato. É a triste solidão do retrato. É a ternura eterna marcada na teia. É a memória cega que a todos incendeia.

O passado me é passado. A nostalgia é presente, persegue a felicidade fugida. Sai na noite, lua tingida, em cores negadas pela natureza - a destruição do homem e toda sua beleza. E o cântico de amor, em auroras válidas, deixava o objeto perdido no espaço. O tempo se escoa, a Lua se transforma.... o homem morre, nada mais é o mesmo.

O passado é perseguido. Os momentos de semelhança adquirem sentido. Negados são os fatos isolados - cometas de vida única - que não se repetem, assim como o homem, e se perdem no seu valor. Apesar da riqueza da sua presença - qual comparação isolada pode ser completa?

A morte é presente. O passado é testamento - traços de nossa história, documentos de todo dia. Riqueza na mente de poucos e destruição crítica para a maioria, cuja boca reverte o fel de vida - desespero de "ser" quem "é" e se esquece nas mixarias, na maldade porca que poluí o mundo. Opinião dos poucos segundos, desperdiçadas.

2 comentários:

Unknown disse...

LINDOOO, LINDOOOO! AMO MUITO =0)

Fernando Lusvarghi disse...

:) Obrigadooooooooooooo lindinha... nossa... valeu, fico sempre envergonhado com elogios...hehe :)